O papel do Fisiatra na Equipa de Gestão de Altas - experiência de um ano

André Canelas, Filipa Januário

Resumo


Objetivos: Avaliar o impacto da inclusão de um médico fisiatra na coordenação da Equipa de Gestão de Altas e da referenciação direta pela Medicina Física e de Reabilitação para a Rede Nacional de Cuidados Continuados.

Materiais e métodos: Análise estatística de base de dados disponibilizados pela Equipa de Gestão de Altas de um hospital relativamente a 2017. Comparação dos resultados com 2016 e entre os processos referenciados pela Medicina Física e de Reabilitação e os por outras especialidades.

Resultados: Em 2017 foram referenciados pela Equipa de Gestão de Altas 678 doentes, menos 103 doentes que em 2016, com menos 5,8% de processos cancelados e mais 4,4% de óbitos prévios à sua inclusão. Os tempos médios de espera para cada unidade foram sobreponíveis nos dois anos. A partir de abril de 2017, os fisiatras referenciaram 219 doentes, dos quais 50,2% foram para Unidade de Média Duração e Reabilitação, 41,6% para Unidade de Convalescença e 8,2% para Equipa de Cuidados Continuados Integrados. Os tempos médios de espera globais foram inferiores para os casos referenciados por fisiatra face aos das outras especialidades, no entanto analisando cada unidade em particular os mesmos foram sobreponíveis. Dos doentes referenciados pelo fisiatra apenas 14,2% foram cancelados, 7,3% faleceram e 75,8% dos doentes foram colocados, enquanto pelas outras especialidades: 29,3% foram cancelados, 27,1% faleceram e 39,3% foram colocados.

Conclusões: O papel do fisiatra é essencial na avaliação clínica e determinação do potencial de reabilitação e terapêuticas de reabilitação, favorecendo a celeridade do processo e otimização dos recursos existentes.


Palavras-chave


Medicina Física e de Reabilitação; Fisiatra; Alta Hospitalar; Cuidados Continuados

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Referências


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DOI: http://dx.doi.org/10.25759/spmfr.278

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