Dor lombar crónica e fadiga: um estudo clínico na população Portuguesa

Marta Fraga, João Páscoa Pinheiro, Joana Santos Costa, Susana Ramos, Luísa Pedro

Resumo


A dor lombar crónica determina um elevado nível de incapacidade sendo atualmente um problema de Saúde Pública que afeta uma grande percentagem da população ativa na Europa. A fadiga, embora subjetiva e complexa, parece ser um dos principais sintomas dos doentes com dor lombar crónica. A prevalência e a patogenia da fadiga não estão completamente esclarecidas, porém sabe-se que a fadiga interfere de forma decisiva na percepção de bem-estar e na qualidade de vida. Este estudo pretende avaliar a prevalência da fadiga em doentes com dor lombar crónica não específica e o seu impacto na funcionalidade.

Estudo clínico, transversal não-randomizado, em 30 adultos portugueses com dor lombar crónica que incluiu a aplicação dos seguintes instrumentos: Questionário de Caracterização Individual, Escala Visual Analógica para Dor, Escala de Impacto da Fadiga e Questionário de Roland e Morris.

Verificou-se uma duração longa da dor (média de 10.6 anos) e valor moderado a alto de incapacidade na população estudada. Constatou-se uma relação estatisticamente significativa entre intensidade da dor e fadiga (p≤0.05) e entre fadiga e incapacidade (p≤0.001).

A fadiga é um sintoma prevalente nos doentes com dor lombar crónica e está associada à intensidade da dor e à incapacidade. Este facto realça a necessidade de uma abordagem clínica do elemento nociceptivo, entendido como gerador de limitação à atividade e à participação. Sublinha também a necessidade de um programa de reabilitação funcional que identifique e aborde de forma objectiva as variáveis dor, fadiga e função.

Palavras-chave


dor lombar crónica; fadiga; incapacidade; função

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DOI: http://dx.doi.org/10.25759/spmfr.186

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