Lesões medulares não traumáticas - Caracterização da população de um Centro de Reabilitação

Clara Almeida, Anabela Ferreira, Filipa Faria

Resumo


Objectivos: (1) Caracterização epidemiológica da população (sexo e idade), etiologia da lesão; (2) Análise do quadro clínico à entrada e sua evolução neurológica e funcional (Classificação ASIA, MIF, controlo do esfíncter vesical, deambulação e complicações).

Material e Métodos: População: Doentes com Lesão Medular Não Traumática, com 1o internamento no Serviço de Lesões Vértebro-Medulares (Serviço 1) a partir de 1 de Janeiro de 2007 e com alta até 30 de Novembro de 2009. Excluíram-se os doentes internados nesse período, com tempo de lesão superior a 24 meses ou com reabilitação prévia efectuada noutro Serviço especializado. Métodos: (1) Estudo retrospectivo dos processos clínicos; (2) Análise estatística dos dados obtidos (SPSS versão 17.0).

Resultados: Foram incluídos no estudo 69 doentes. Verificou-se um ligeiro predomínio do sexo masculino (55,1%) e uma média de idade 58 anos. As causas mais frequentes das LMNT foram neoplásica (20,3%), degenerativa (18,8%) e iatrogénica (18,8%), evidenciando-se outras etiologias como a infecciosa, idiopática, vascular e auto- imune. A paraplegia ocorreu em 79,7% dos casos e a maioria da população em estudo apresentou lesões incompletas (89,9%). A Infecção urinária (62,5%) e a Dor nociceptiva e neuropática (48,4%) foram as complicações mais prevalentes. Verificou-se uma melhoria funcional significativa após o programa de reabilitação.

Conclusões: Os dados obtidos com esta amostra estão de acordo com a literatura, salientando-se uma incidência aproximada em ambos os sexos, uma lesão neurológica predominantemente incompleta e uma evolução favorável com o programa de reabilitação.

Palavras-chave: Lesão medular traumática; Reabilitação.


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DOI: http://dx.doi.org/10.25759/spmfr.5

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Revista da Sociedade Portuguesa de Medicina Física e de Reabilitação