Reabilitação de Reimplantação do Antebraço Distal Pós-amputação – a Propósito de um Caso Clínico

Filipa Pisa, Pedro Dias, Mário B. Moura, Diogo Braz, Fernando Fonseca, David Rasteiro

Resumo


Actualmente, o desafio da reimplantação do membro superior pós-amputação tornou-se uma realidade alcançável e minuciosamente aperfeiçoada nas últimas décadas, e em permanente evolução.

A opção cirúrgica de reimplantação deve ter em conta não apenas a análise exclusiva da viabilidade do reimplante, mas, fundamentalmente o seu potencial de recuperação funcional a longo prazo.

Apresenta-se o caso clínico de um jovem de 18 anos, fumador, transferido do Hospital do Barreiro, vítima de acidente de trabalho, com traumatismo por corte, do qual resultou amputação distal do antebraço direito.

O tempo de isquemia quente foi de 4horas, tendo sido submetido a cirurgia de reimplantação conjunta por Ortopedia e Cirurgia Plástica e Reconstrutiva (CPR) para reimplantação.

Na sequência da cirurgia, foi precocemente referenciado a Medicina Física e de Reabilitação (MFR), realizando um programa de reabilitação funcional sequencial.

Este trabalho visa enfatizar a importância do papel da MFR num precoce, criterioso e extenso programa de reabilitação, factor fundamental na recuperação funcional e prognóstico a longo prazo destas lesões e prevenção de complicações.

Palavras-chave: Amputação; Reimplantação; Antebraço Distal; Reabilitação.


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DOI: http://dx.doi.org/10.25759/spmfr.112

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Revista da Sociedade Portuguesa de Medicina Física e de Reabilitação